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Me avisaram alguns dias atrás que o inverno em Bauru é seco. Só que na verdade é quente (BEEM QUENTE), com alguns dias de frio e sem NADA de chuva. Poucas gotas, quando elas decidem dar o ar da graça. Não estava aguentando mais o tempo desse jeito. Atacam todas as ‘ites’ possíveis (rinite, sinusite, bronquite etc) e todos esforços pra melhorar são mínimos. Ainda tem aqueles engraçadinhos que colocam fogo no lixo ou em folhas num terreno baldio. Não sei o que uma pessoa dessa tem na cabeça. A grama que já nem se lembra de que um dia foi verde, agoniza no meio do fogo, junto com todos nós. Aqui perto de casa vivem fazendo isso, e quando tentamos denunciar a policia disse que não pode fazer nada. Os bombeiros só aceitam a denúncia se for feita pessoalmente no Corpo de Bombeiros. Então, tudo fica por isso mesmo.

Depois de tanto tempo nessa situação quente e desconfortável e clamando fervorosamente por chuva, eis que ela chegou. As nuvens vieram tímidas e foram se agrupando aos poucos. Nem deu pra ver o pôr-do-sol porque o céu estava bem carregado, de um cinza escuro. Fiquei quieta, com medo de expressar minha alegria e espantá-la. Enquanto me arrumava pra sair com minha mãe, escutei o som a tanto esperado. A musicalidade dela me comoveu e encheu de alegria. Foi como se eu tirasse pó da minha alma, lavasse ela todinha e me refrescasse tanto por fora quanto por dentro. Senti uma felicidade tão grande que se não estivesse de saída teria improvisado uns passos de ‘Cantando na Chuva’ no meu quintal. O fim de semana foi fechado com chave de ouro quando escutei a chuva hoje, e dormi embalada por ela. Meus maiores votos são para que ela continue por aqui por uma semana pelo menos, pra compensar o tempo todo que esteve longe.

 

BOA SEMANA!